Twitter Facebook YouTube

CUT SC > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > POLÍTICA ECONÔMICA DE TEMER REBAIXA PREVISÃO DO SALÁRIO MÍNIMO EM 2019

Política econômica de Temer rebaixa previsão do salário mínimo em 2019

08/06/2018

Reajustado abaixo da inflação nos últimos dois anos, o salário mínimo não será mais de R$ 1.002 em 2019. Governo reduz previsão e estimativa cai para R$ 998

Escrito por: Tatiana Melim

A Política de Valorização do Salário Mínimo, uma conquista da CUT e das demais centrais sindicais nos governos Lula e Dilma, foi interrompida pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) e corre o risco de acabar em 2020.

O salário mínimo, reajustado abaixo da inflação em 2018, não será mais de R$ 1.002 no próximo ano, como havia anunciado o governo. A nova previsão caiu para R$ 998, segundo nota técnica do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias divulgada pela Comissão Mista de Orçamento.

Desde que o ilegítimo Temer usurpou o poder, em junho de 2016, o salário mínimo deixou de ser reajustado pela inflação, contrariando a Lei 13.152, de 2015, sancionada pela presidenta legitimamente eleita, Dilma Rousseff, que vincula o reajuste ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores mais a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior.

Nos dois últimos anos, o aumento foi de 8,41%, de R$ 880 para R$ 954, enquanto o INPC-IBGE, parâmetro legal para as correções, somou 8,78%.

Neste ano, por exemplo, a diferença entre o reajuste dado pelo governo (1,81%) e o INPC acumulado no ano passado (2,07%) foi de R$ 1,78. Ou seja, o salário mínimo, que serve de referência para cerca de 48 milhões de pessoas – sendo 23 milhões de aposentados, deveria ser R$ 955,78 - e não R$ 954.

Segundo dados da subseção do Dieese da CUT, o governo e o setor privado economizaram cerca de R$ 1 bilhão, que deveriam, na realidade, estar nas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras se o salário mínimo tivesse sido reajustado pela inflação, como prevê a regra.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a política econômica do governo golpista de Temer está colocando em risco uma das mais importantes políticas sociais da história do Brasil, que garantiu ganho real de 77% para o salário mínimo nos governos de Lula e Dilma e aqueceu a economia brasileira.

“A valorização do salário mínimo é resultado da luta da CUT e demais centrais que garantiu o grande acordo salarial da história do País. É uma política que garante inclusão, distribuição de renda, proporciona o aumento da massa salarial como um todo e melhora a qualidade de vida de milhões de brasileiros”, diz Vagner.

Ele lembra que essa política é resultado da luta que começou em 2004, quando as centrais sindicais, por meio de um movimento unitário, lançaram a campanha pela valorização do salário mínimo. Foram realizadas três marchas a Brasília com o objetivo de pressionar o governo sobre a importância social e econômica da proposta.

Como resultado, o salário mínimo, em maio de 2005, durante o governo do ex-presidente Lula, passou de R$ 260 para R$ 300, chegando a R$ 510 em 2010.

O sucesso da política no aumento da renda da população mais pobre e na ampliação do mercado consumidor interno fez com que a atual fórmula de reajuste do salário mínimo se transformasse em lei, com regra determinada, a partir de 2012. Em 2015, Dilma encaminhou ao Congresso uma Medida Provisória (MP) que estendeu esse modelo de correção até 2019.

Renovação política salário mínimo

Com a possibilidade de alteração na fórmula a partir de 2020, o Fórum das Centrais, composto pela CUT, CSB, CTB, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT, anunciou, nesta quarta-feira (6), que a luta pela valorização do salário mínimo continua.

Na "Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora", documento unificado das centrais com 22 propostas para o desenvolvimento do Brasil, assim como na Plataforma da CUT para as eleições 2018, está a renovação da política para o próximo quadriênio (2020 a 2023).

  Confira na íntegra o documento.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

TV CUT
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.

João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta(...)

RÁDIO CUT
Programa DizCUT Jornal dos Trabalhadores

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE SANTA CATARINA
Rua Visconde de Ouro Preto, 87 | Centro | CEP 88020-040 | Florianópolis | SC
Fone: (048) 3024-2053 | www.cut-sc.org.br | e-mail: cut-sc@cut-sc.org.br