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Sexta-feira foi dia de luta contra retrocessos do Governo Temer

13/11/2017

Em Santa Catarina, aconteceram mobilizações em todas as regiões do Estado para protestar contra o desmonte de direitos do Governo Temer

Escrito por: Pricila Baade

Em Correia Pinto, os serviços das empresas Kimberly e Klabin foram paralisados no início da manhã

 

A última sexta-feira (10) foi marcada pela união do movimento sindical e dos trabalhadores de todo o país contra o desmonte de direitos do Governo Temer. Durante todo dia, mobilizações aconteceram no Brasil pedindo a anulação da Reforma Trabalhista, que entrou em vigor nesse sábado (11), e contra o desmonte da previdência e a portaria que dificulta a fiscalização do trabalho escravo.

Em Santa Catarina, os atos aconteceram em diversas regiões do Estado. No Planalto Serrano, as mobilizações começaram bem cedo. No início da manhã, os trabalhadores das empresas Kimberly e Klabin, em Correia Pinto, paralisaram os serviços por cerca de uma hora. Na mesma cidade, trabalhadoras e trabalhadores rurais e urbanos ocuparam a praça de pedágio da BR-116 para protestar contra os retrocessos do Governo Temer.

Chapecó também realizou ações para chamar a atenção da população dos impactos negativos que a Reforma Trabalhista irá trazer para a vida do trabalhador. Durante a manhã, representantes de sindicatos conversaram com os trabalhadores e entregaram materiais explicativos no Terminal Urbano da cidade, em locais de trabalho e na Universidade Federal da Fronteira Sul. De tarde, as ações continuaram na BRF/Sadia.

Na capital catarinense, os Bancos próximos à Praça XV foram fechados e abriram duas horas mais tarde. A ação retardou as atividades de agências da Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander. No largo da catedral da Praça XV durante toda a manhã aconteceram coleta de assinaturas emapoio ao projeto de lei de iniciativa popular para anular os efeitos da reforma trabalhista, além disso, dirigentes do movimento sindical dialogaram com a população sobre os retrocessos deste governo.

Na região norte a mobilização aconteceu em Joinville. Dirigentes sindicais organizaram uma ação em frente à Fundição Tupy para dialogar com os trabalhadores da empresa e explicar quais os maiores retrocessos da reforma trabalhista.

Em Blumenau, aconteceram panfletagens nos Terminais Urbanos e em Fraiburgo agricultores familiares debateram a reforma trabalhista e previdenciária com os trabalhadores.

As mobilizações que aconteceriam na parte da tarde no Estado foram cancelados devido às fortes chuvas que aconteceram em Santa Catarina. Estavam marcados atos para Florianópolis, Chapecó, Lages, Forquilinha e Nova Veneza.

Em todo Brasil grandes atos aconteceram e levaram milhares de pessoas para as ruas revoltadas com o golpe que o Governo Temer está dando na população.  O Dia Nacional de Paralisação aconteceu um dia antes de a nova lei trabalhista (nº 13.467/17) entrar em vigor, uma reforma que modificará mais de 100 pontos da CLT, retirando diversos direitos do trabalhador, possibilitando o aumento da jornada de trabalho e a diminuição dos salários, dificultando o acesso à Justiça do Trabalho, limitando a liberdade de expressão dos trabalhadores e enfraquecendo os sindicatos. Outro ponto da reforma que precariza as condições trabalho é a terceirização, que além da instabilidade no emprego, traz redução do salário e aumento da jornada de trabalho, sem direito a conquistas como 13º, férias e fundo de garantia. 

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, lembra que a luta da CUT e do movimento sindical para combater os retrocessos feitos por Temer já acontecem há muito tempo “Esse foi apenas mais uma ação do movimento sindical para chamar a atenção da população para o desmonte de direitos, mas a nossa luta é diária. Diversas ações e mobilizações já foram feitas desde que esse governo ilegítimo assumiu o poder e mesmo com a Reforma Trabalhista entrando em vigor não vamos deixar de resistir para conseguir revogá-la e proteger os direitos dos trabalhadores”.

Ela lembra que campanha da CUT, que está acontecendo em todo país para recolher assinaturas para um abaixo-assinado e anular os efeitos da Reforma Trabalhista, continua no mês de novembro. Assim que forem recolhidas 1,3 milhão de assinaturas, o projeto de lei de iniciativa popular será protocolado na Câmara de Deputados. “Além de ser uma ferramenta importante para tentar barrar a reforma, também está sendo um momento essencial para dialogar com os trabalhadores e explicar o quanto isso irá afetar na vida deles”.

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